O engenheiro Joel Rennó, ex-presidente da Petrobrás e da Vale do Rio Doce, proferiu uma palestra na Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra - ADESG-Rio, no ultimo dia 30, sobre A Crise Econômica Mundial e seus Reflexos no Brasil.
Relembrou o inicio da crise econômica quando em 2007-2008 houve a explosão da “bolha” dos sub-primes no mercado imobiliário dos Estados Unidos, evidenciando a fragilidade do sistema financeiro, excessivamente alavancado, baseado em um mecanismo de securitização sem garantias e favorecido por um inexplicável vácuo de fiscalização por parte das autoridades reguladoras, assim como leniência das empresas de auditoria. Colocando em evidência a descoberta da fragilidade do sistema financeiro europeu e a especulação que campeou nas operações das Bolsas de Valores “mesmo assim, o sistema bancário brasileiro revelou-se razoavelmente blindado em relação à crise mundial, mas a escassez das linhas de credito no comercio internacional trouxe sérios problemas para muitas empresas exportadoras afetando o mercado em que operam instituições financeiras de médio e pequeno porte, especialmente na área de credito ao consumidor” explicou Joel Rennó.
Rennó deu a dica para se reconhecer quando há a crise “o termômetro da crise é a taxa de desemprego” e seguiu explicando que nos Estados Unidos, na Europa, no Japão e na China, o desemprego continua alto, o que significa recessão. E que no Brasil os índices de desemprego também são altos, mas com perspectivas de melhora, na medida em que se revigora o programa habitacional financeiro pela CEF e o projeto do PAC comece a se realizar.
O ex-presidente da Petrobrás pediu que as pessoas continuassem a acreditar e a ter esperança no Brasil “no momento, apesar da alta dos preços do petróleo e de outras commodities, não há expectativa de inflação na área, nem no Brasil, mas não podemos perder as esperanças por um país melhor, temos que acreditar que vamos superar. Eu tenho a certeza que iremos”, finalizou.